terça-feira, 20 de março de 2007

tem alguma coisa nessas entrelinhas? (is there anybody in there?)

Às vezes fico paralisada por perceber que sinto coisas padrão sobre relacionamentos e gostar de alguém. Tenho vergonha de sentir certas vontades.
O que será que realmente acontece com as pessoas que se distanciam desses sentimentos? Será que conseguiram se soltar da influência de meios de comunicação e afins ou será que sofrem uma deficiência emocional?
Por que preciso inclusive ter esse questionamento? Relacionar-se poderia ser uma coisa tão natural, tão benfazeja. Poderia não requerir nem o uso da palavra 'sentimento', de tão natural. E sei que muitas pessoas por aí também sentem culpa pela própria indulgência com romances.
Conheço muita gente que não se apaixona. Daria tudo pra saber como é isso. Já achei que fosse assim, mas não era. Não sei se abraçaria a causa, mas gostaria de genuinamente entender o mecanismo.
Parece tão estúpido que, mesmo me decepcionando com as pessoas diariamente, ainda seja capaz de querê-las por perto, algumas quero tanto que fico sem graça.
Entendo a vontade de ter espaço e ficar sozinho. Aliás, preciso disso muito também, e não acho que exclui relacionamentos. Então não é essa a resposta para não se apaixonar. Gostar de ficar sozinho.
Ao mesmo tempo também não entendo quem se apaixona meio incondicionalmente por aparências, estereótipos. Nem vou comentar essa parte.
E acho muito, muito esquisito como existem pessoas imensamente apaixonáveis por aí que acabam sempre sozinhas.
O que acontece com o mundo dos relacionamentos? É ridículo?
É a coisa mais assustadora de que se tem notícia?
Na verdade, embora pareça o contrário, estou falando de qualquer relacionamento, qualquer forma de paixão. Seja coisa familiar, ou de amizade, ou de formar casal, ou por uma idéia, enfim, qualquer uma. E não estou falando de impulsividade, muito embora seja difícil descrever em palavras a diferença entre um movimento apaixonado e um impulso ensaiado. Sim, ensaiado pela grande influência do comportamento que se espera, do que se vende na mídia, do que é mais fácil, do que é mais aceito. Me cutuquem para mais sobre isso, se for o caso. Também não posso largar a questão assim, sem mais.
Repetindo: o que acontece com o mundo de relacionar-se?
Será que ruiu porque as pessoas não se aguentam mais? A não ser por muito pouco tempo, ou com pouco contato?
O que acontece com as pessoas? São chatas? Não produzem mais nada interessante? Não se comunicam mais porque não têm o que comunicar?
Não deixam outras olharem fundo porque elas mesmas não querem olhar fundo e ver que não existe nada lá dentro?
O que existe mesmo por detrás da janela do browser no orkut? Por detrás do discurso do msn, do papo-água das festinhas, dos artigos e desabafos em blogs, das matérias de revista, das conversas casuais no elevador, dos comentários sobre filmes, das roupas e sapatos, dos top 10, dos set lists, dos depoimentos, dos copos de cerveja, das escolhas de carreira, das decisões de vida adulta, das fotografias, do que convencionalmente se chama arte...?
Espírito? Existe isso ainda?



as entrelinhas por aí estão endurecidas, e não quero dizer só na literatura barata. dói tanto, as entrelinhas do mundo não vibram. quem se dispõe a polir?

será que estou querendo heroísmo e não o fim a que se destina o ato heróico? tem diferença? quem quer que eu pare de fazer perguntas?
=D

segunda-feira, 19 de março de 2007

homenagem aos mini-suicidios

e depois da morte, um mundo novo-velho.
colhido da vida, mas sempre sobrenatural...
de dia, desmembramento. de noite, a verdadeira reação, nos sonhos.

a eles:

(akron/family)

"Thinking of you
There's lightning bolts in my chest
I know you know
I think our love is the best

If you have to stay
I'll be on the water
Catching the next wave
You can meet me where it breaks

Dream, dream, dream
Dream, dream, dream"


(para uma idéia auditiva do que estou querendo dizer, vá até minha página no last.fm e escute a minha playlist 'homenagem para os pequenos suicídios')

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

argumento

nas bordas da boca, as palavras quase cessavam. já se iam a despedir, talvez impelidas pela forte pressão de um emaranhado que subia sem mais barreiras. e era esse o argumento, o que não se sabe se perdido ou ainda quase encontrado.
era o emaranhado de reconhecimento a emergir quando não mais se precisaria de argumentos, quando as bordas já eram portas abertas, e soavam como despedida.

foi aí, ainda na segurança dos lábios, que aconteceu o discurso amoroso final, de um fim entre muitos possíveis, com augúrios de muitos começos também possíveis. e esse discurso não veio mais em forma de jatos de palavras, mas veio em forma de nu, sem proteção, possivelmente muito parecido ao que era quando nasceu.

e refletia luz. e arrancava vestígios corporais. e introduzia contato ritmado. e entregava presentes. e também os olhares mais mortificantes de que se teve notícia. sim, era o discurso mais bonito de que se teve notícia.


...e agora só me resta repetir aqui algo que diz isso muito melhor, paul celan mais uma vez:

ELOGIO DA DISTÂNCIA

Na fonte dos seus olhos,
vivem redes de pescadores de um mar demente.
Na fonte dos seus olhos,
O mar mantém sua promessa.

Aqui lanço,
coração que viveu entre os homens,
minhas vestes, e o brilho de um juramento:

Mais negro em meio ao negro, mais estou nu.
Somente renegado sou fiel.
Eu sou você quando eu sou eu.

Na fonte dos seus olhos
derivo e sonho com o saque.

uma rede prendeu-se a outra rede:
separamo-nos envolvidos.

Na fonte dos seus olhos
um enforcado estrangula a corda.

Trad. Adalberto Müller

intermezzo

ouvi dizer que as horas que precedem um suicídio revelam momentos de extremo egocentrismo. o que é o exato contrário de uma crença putativa em que os pré-suicidas, nos seus últimos atos banais, são cheios de compaixão e interesse pelo Outro.

antes de deliberadamente incorrer em 'pequenos' suicídios, tais como: mudar de carreira, terminar um relacionamento, sair da casa dos pais, perceber um erro e tomar providências, enfim, todas essas coisas que se realizam como transfigurações pessoais, hão de existir interessantes momentos elusivos, difíceis de capturar e classificar.

pessoalmente, acho que essa zona cinzenta entre a tomada de decisão, o preparo da cena e o ato, não comporta nenhum dos dois extremos mencionados. acho que até naqueles mais auto-centrados, é muito possível que se desperte um sentimento misto, sem fronteiras precisas, que até sufoca, de que aquele gesto é em benefício geral.

penso isso porque o gosto do depois, os vestígios do que se fez, pra mim recendem a, citando o post abaixo, peito aberto espalhado.

por isso, este post está assim, entre dois outros dedicados talvez com má pontaria, porém dedicados.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

desargumento

metade do mundo se desentendeu da outra metade. ninguém sabe ao certo quem começou, e essa atribuição muda a cada momento da luta. sim, uma espécie de guerra deflagrou-se, curta, dolorida e lancinante.

metade do mundo desaprendeu como funciona a outra metade. nenhuma das duas sabia mais a língua da outra. não sabiam nem se era a mesma, se esqueceram até de palavras cordiais protocolares.

metade do mundo e a outra metade, cada qual, ficaram distantes.

mas eis que uma das metades, não se sabe qual, começou a reconhecer algumas coisas. sua memória resgatou pedaços, sufixos, alguns radicais. e com isso ela tentou até criar uma nova língua, pois percebeu que queria falar à outra metade.

as duas metades, assim, juntando pedaços: o momento de reconhecer é sempre uma tragada de ar, uma descida para cima. ascender pela baixa de guarda. quando se avivam gestos, fragmentos, reações, e assim se resgata a outra metade.

são duas sim, mas cambiantes, tão passíveis de serem integradas, que é difícil separar claramente. pela língua, fácil, mas na verdade, impossível. é só impossível.

um, dois, chuva com sol... o fininho do choro já se escutando lá longe. vontade de cirurgicamente espalhar o peito. um, dois.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

one way street

estou aqui passando tempo e segurando as 'pontas' enquanto não há lugar para fazer pipi aqui em casa.
vou dividir com vocês essa situação engraçada...
hoje os operários da reforma estão pintando as esquadrias das janelas. em toda janela da casa há um homem (do lado de fora). inclusive nas dos banheiros... pra quem nunca veio aqui, uma explicação: os banheiros têm janelas iguais às do resto da casa, com esquadrias quadradinhas que seguram vidros quadrados também ('retangulares', o diabinho da consciência diz). os vidros dos banheiros são, no entanto, texturizados, e então ninguém vai ver os outros sentados no pote, isso sem dúvida. mas, enquanto pintam, as janelas ficam abertas. portanto, nada feito, sem lugar pra fazer um pips. e o banheiro lá da área de serviço está sendo usado pela nossa secretária que se prepara para sair.
outro dia desses fiquei sem graça de tomar banho, porque, mesmo com o vidro texturizado, quando tem gente passando em frente à janela o tempo todo, eu sempre me pergunto se não vêem pelo menos uma silhueta. e aí fico com vergonha. por isso demorei pra sair de casa, não me lembro da ocasião.

enfim, é só isso, não tem fim da história, é que preciso fazer pipi!!!


p.s. one way street é uma música do mark lanegan bem legal que estava tocando quando comecei a escrever o post.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

tchau, natural

antes de tudo, queria expressar minha alegria pela repercussão do último post. é tão legal ter gente comentando! rs... obrigada, queridos.

enfim... os comentários acabaram pedindo outro post. de fato tenho mania de sempre tentar levar minhas pseudoteorias para o lado do que é natural. mas é pretensioso isso, quem sabe o que é natural? natural não é qualquer coisa que aconteceu ou acontece? enfim, achei por bem corrigir esses argumentos ao dizer que quando escrevo natural, deveria significar algo como 'utópico' ou simplesmente expressar que aquilo, pra mim, parece bom, parece do bem mesmo.

é, vou precisar reformular muita coisa. mas isso é bom, significa atividade, hehe.

sim, acho bom. =)

domingo, 28 de janeiro de 2007

semunidade

hoje pensei naquele livro que (acho) já comentei aqui: 'o espírito da intimidade', de uma moça do burkina faso chamada sobonfu somé.
pensei em como se poderia aplicar o que ela conta na vida ocidental. lembrei de uma nota que tomei daquele outro livro que (acho) já comentei, 'ecopsychology', que dizia que a psicologia considera saudáveis os que tendem cada vez mais ao individualismo, à satisfação relacionada a um conceito sólido de si e um modo de vida que afirma características que (acreditam) são individuais. me parece, pelo livro da sobonfu, que no mundo oriental (não-ocidentalizado incorrigivelmente) isso nem sempre se aplica, do contrário, saudáveis são os que tendem ao comunalismo, ao senso de ser parte e não exatamente todo, pra usar termos grosseiros.

quando alguém na tribo dagara tem um problema pessoal, toda a comunidade é envolvida na resolução. há, sim, uma espécie de círculo feito para o trabalho individual da questão (ou do par, caso seja conjugal), mas é uma etapa tão importante quanto o levantamento de pontos de vista e de energias vindos de outros membros do grupo maior.

ninguém que lê ou escreve isto aqui é capaz de viver isolado. nem tampouco de desenvolver um relacionamento (seja familiar ou conjugal ou de amizade) em que só estejam envolvidos os dois. já sofri bastante a perda de família de ex-namorados, de amigos, de práticas sociais e etc. isso é só um exemplo claro e crasso de como as coisas andam mescladas mesmo. talvez seja um indício de que resolução de problemas pode ser uma tarefa melhor executada em conjunto.

as pessoas vivem por aí se entorpecendo de bens de consumo, relacionamentos convenientes, sentimentos de posse, superfícies opacas em geral. (pra quem tem vontade de fazer um comentário do tipo 'não ponha a culpa nos sapatos': não é isso, vai, você entende) todas essas coisas têm um fator subterrâneo forte: o individualismo. já escrevi sobre isso aqui (olha a indignação, é grande), sobre como se diz 'eu te amo' e logo depois se castra a outra pessoa de modo a ajustá-la ao gosto pessoal. e esse 'gosto pessoal', saliente-se, em geral não é GOSTO, mas sim vontade de escutar agrados, de receber mimos, de criar uma zona de conforto, enfim, que faça o fantasma de um possível sentimento existencial ir embora. individualismo, na minha (não-apegada) opinião.

o que se faz por dinheiro também segue a mesma lógica, o entorpecimento de sensações e pensamentos existenciais, ou questionadores, ou quem sabe até niilistas, ou mesmo edificantes demais (sim, perda de ego), humanistas demais. essas últimas são coisas em desuso, é patente: brega ser bonzinho, sinal de fraqueza ser afetuoso, coisa de mulherzinha (mulherzinha, veja bem... essa foi pra você, iza =*). o campo semântico considerado feminino suprimido de homens e mulheres: percepção, intuição, afeto, solidariedade, honestidade, e por aí vai.

que medo é esse???
medo de perder o ego?

bah, eu não sei bem, mas quem sabe praticar mais qualquer questionamento ou instrumento de resolução de conflitos em grupo parece ser uma boa, sim. não precisa fazer isso com qualquer um, mas existem formas de comunidade dentro do nosso mundo panaceico sim, grupos de amigos com muitas coisas em comum, por exemplo. como adoraria se pudesse escrever e fazer mágica logo depois, criar uma nuvem contaminosa de proatividade que induza as pessoas ao sentimento comunal, a não boicotar aquilo que parece ser inerente à natureza, o sistema auto-organizado dinâmico, auto-regulador... que se (eu pelo menos) fosse personificar diria que deve ser confiante.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

potenciometro

assolam-se-lhe as órbitas e encavam-se-lhe as têmporas. transfigurada, sua trajetória pelo percurso inexoravelmente sem curvas do desespero. a imagem, perfeitamente feita de retas, vazios, ausência de cor, a única refletida nos ocos dos olhos.

distantes, não se sabe se a percorrer o ar ou a memória, vestígios sônicos, timbres. seus pavilhões despedaçados, ambos, a ensaiar recomposição, sofregamente, há que escutar. não é preciso alimento, não, não se quer água, quando se tem as vozes dos seus santos pessoais. são eles – sim, explique-se – miudezas em suas imperfeições, unidades cada qual com seu pedaço de afeto. aquele dado por seus iguais é em forma de atmosfera, permeia seu espaço sempre compartilhado e ele não se questiona. é dado, está lá, ninguém fala nisso.

aquele estendido por suas contrapartidas não se aceita de fato, volume que se apresenta e tem peso. não é atmosfera. exige-se que se fale dele. será? tem peso. em sua santidade, não os impedir de fluir é mais importante do que descarregar-se de tais volumes.

delírios de envolver o panteão com toda a potencialidade do universo. de celebrar e entregar-se sem reserva alguma. assim mesmo, servir, suprimir tudo o que é seu, ser o copo mais perfeito para dar de beber. já que não se pode beatificar.

essa não-tão-contrapartida se aproxima, é certo, ela é capaz de tocar o sacro, e até mesmo de, ao assim proceder, não profaná-lo. mas os volumes, estes serão sempre dela. se assim desejar seguir, nem santa nem contra, a deformar-se mais e mais, transtornar-se a si mesma. confundir-se com os volumes. produzi-los, publicá-los. proteger os santos contra eles, não sujar suas epifanias, transformar em código, cifrar: aqui. mais e mais.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Adeus, Alice

Jazz titan Alice Coltrane died in Los Angeles on Friday, January 12, the Los Angeles Times reports. She was 69 years old and suffered from respiratory failure.

Born Alice McLeod in Detroit in 1937, the pianist/harpist/organist started studying music as a child. She was an accomplished performer in her own right long before she met husband John Coltrane in 1963. The pair was married in 1965 and Alice joined John's band, replacing pianist McCoy Tyner.

John Coltrane died in 1967, and Alice continued on as a bandleader, performing with such musicians as Pharoah Sanders, Joe Henderson, and Rashied Ali. She released several groundbreaking albums, including A Monastic Trio, Ptah the El Daoud, Universal Consciousness, and the spectacular Journey in Satchidananda, before embarking on a long retirement from recording and public performance in 1978.

Alice spent much of the following decades focused on raising her children, overseeing John Coltrane's estate, and engaging in spiritual pursuits. A devoted follower of Hinduism, Alice founded an ashram in the Los Angeles area in the mid-1970s.

In 2004, Alice Coltrane released Translinear Light, her first album in 26 years. She supported it with a smattering of performances, the last of which occurred in November of 2006. At the time of her death, Alice was working on a new album, Sacred Language of Ascension, which combined music with religious chants.


=/

domingo, 14 de janeiro de 2007

a pala da vida

no céu, a manhã aparecia em jorros. olhar para frente: a luz congelava explosão de nuvem. para um lado: mais uma. e assim, aos poucos, a busca e a oferta do dia se desenrolaram. e assim, aos poucos, mais uma metáfora ia ao encontro de uma de muitas conclusões... a conjunção de ritmos e velocidades dos que vão contra a natureza, ou a favor sem saber. aqueles novos jatos de clarão que busquei e aceitei consonantemente. esta linguagem com que faço registro é aquela que, em ondas, mostra a praia e o fundo, em troca. é aquela que mostra o eu e os outros. é a cama, o veículo: somos em contraponto.

mãos postas (porque assim escritas): vivas para cada uma dessas velocidades particulares, vivas para eu em vocês e o contrário. que as linguagens continuem se desdobrando em reflexos de luz trocados, desfocados na fonte, compartilhados sem querer. a pala da vida, queridos, a pala da vida.

muito queridos.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

don t wear fear, or nobody will know you re there

cat stevens não estava errado.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

vergonhinha

esses dias resolvi mudar o meu perfil do orkut... me senti muito esnobe por ter um perfil 'cool', com poucas e meias palavras, enfim, com uma certa estética. resolvi escancarar, deixar de ser omissa, me expor e correr o risco de me acharem comum, deselegante, etc e tal.

putz, não me senti bem. voltei para o perfil metido a fodão...

é pra rir mesmo. todo mundo sabe o quanto é difícil se livrar de preocupação com as opiniões de outros, aliás, nem é só isso: acho que a maioria das pessoas gosta de se expressar para encontrar iguais. quem responde com uma lista de livros e cds tem um perfil do consumidor baseado nessas coisas. quem tem um perfil como o meu gosta de pessoas que se sintam instigadas, e gostam de espantar as que não 'sacam' nada.

no fundo, o que eu quero é gostar de qualquer pessoa... eta trem maçante. caraca.