http://www.beliefnet.com/story/194/story_19451_1.html?source=context&campaign=086&medium=PPC&nopop=1&WT.mc_id=CONED3086&WT.srch=1
uma das coisas mais estúpidas que já li na vida.
quinta-feira, 24 de agosto de 2006
terça-feira, 22 de agosto de 2006
nostalgia
desde que cheguei não estou em lugar nenhum.
aliás, desde milão, comecei a flutuar, mas estava dupla. deixei metade em algum lugar, uma toscana misturada, real e invisível.
pousar não foi possível, o chão em pedaços tornou-se eco.
flutuo, escuto.
aliás, desde milão, comecei a flutuar, mas estava dupla. deixei metade em algum lugar, uma toscana misturada, real e invisível.
pousar não foi possível, o chão em pedaços tornou-se eco.
flutuo, escuto.
segunda-feira, 15 de maio de 2006
em defesa da multidisciplinaridade
um dos conceitos mais interessantes de que tomei conhecimento recentemente foi o da metáfora como linguagem da natureza, proposto por Gregory Bateson.
é mais um daqueles que estava na ponta da língua de todo mundo que se pergunta questões importantes, mas ninguém ainda havia tido o desprendimento de dizer tão diretamente.
algumas vezes, as pessoas tomam decisões por motivos considerados ulteriores à questão "pertinente"; o resultado pode ser favorável ou desfavorável no início mas que leva a algo inesperadamente melhor. talvez tais pessoas hajam experimentado um insight ao estilo arquimedeano por haverem-se conservado atentas a tudo o que lhes acontece, por possuirem poder de concentração maior do que imaginam. ou seja, algum motivo aparentemente disparatado, e até caprichoso, pode ativar mecanismos de memória de causa e efeito, armazenados no inconsciente, que são a chave para alguma situação.
resumindo: qualquer coisa na natureza pode ser uma metáfora para qualquer coisa na natureza. trabalhamos, seres vivos, com um número limitado de códigos, limitado porém capaz de inúmeras combinações. é o que parece.
por isso, manter-se consciente daquilo que se faz ajuda a aumentar o vocabulário de combinações possíveis, nunca se sabe, em algum momento uma chave em potencial pode ser fundamental para decodificar problemas que se nos apresentam.
creio que é mais um argumento a se explorar continuamente para o mundo.
para mim, confesso que, além dessa razão mais importante, é também algo a mais que consegui acumular para corroborar minha tão conflitante tendência multidisciplinar. nessas alturas, creio que seja mesmo omnidisciplinar...!!
pretensão, é, um pouco. mas não perco o ponto: cada vez mais é o alvo.
quanto maior o espectro, menor a persona, espero.
enfim, explico: é que tudo isso parece mostrar que aqueles que têm em si essa multidisciplinaridade são os que mais acordam para as metáforas da natureza. transitam, portanto, com maior ou menor grau de liberdade entre os compartimentos da ciência e das artes que nós, pessoas, criamos.
me parece humano, me parece natural e justificável.
alguém me disse esses dias que mudar é o que caracteriza o homem. digo assim: é o que caracteriza o espírito; quem não muda, está a constranger o seu e, consequentemente, o de todos.
é mais um daqueles que estava na ponta da língua de todo mundo que se pergunta questões importantes, mas ninguém ainda havia tido o desprendimento de dizer tão diretamente.
algumas vezes, as pessoas tomam decisões por motivos considerados ulteriores à questão "pertinente"; o resultado pode ser favorável ou desfavorável no início mas que leva a algo inesperadamente melhor. talvez tais pessoas hajam experimentado um insight ao estilo arquimedeano por haverem-se conservado atentas a tudo o que lhes acontece, por possuirem poder de concentração maior do que imaginam. ou seja, algum motivo aparentemente disparatado, e até caprichoso, pode ativar mecanismos de memória de causa e efeito, armazenados no inconsciente, que são a chave para alguma situação.
resumindo: qualquer coisa na natureza pode ser uma metáfora para qualquer coisa na natureza. trabalhamos, seres vivos, com um número limitado de códigos, limitado porém capaz de inúmeras combinações. é o que parece.
por isso, manter-se consciente daquilo que se faz ajuda a aumentar o vocabulário de combinações possíveis, nunca se sabe, em algum momento uma chave em potencial pode ser fundamental para decodificar problemas que se nos apresentam.
creio que é mais um argumento a se explorar continuamente para o mundo.
para mim, confesso que, além dessa razão mais importante, é também algo a mais que consegui acumular para corroborar minha tão conflitante tendência multidisciplinar. nessas alturas, creio que seja mesmo omnidisciplinar...!!
pretensão, é, um pouco. mas não perco o ponto: cada vez mais é o alvo.
quanto maior o espectro, menor a persona, espero.
enfim, explico: é que tudo isso parece mostrar que aqueles que têm em si essa multidisciplinaridade são os que mais acordam para as metáforas da natureza. transitam, portanto, com maior ou menor grau de liberdade entre os compartimentos da ciência e das artes que nós, pessoas, criamos.
me parece humano, me parece natural e justificável.
alguém me disse esses dias que mudar é o que caracteriza o homem. digo assim: é o que caracteriza o espírito; quem não muda, está a constranger o seu e, consequentemente, o de todos.
terça-feira, 9 de maio de 2006
ancoragem
é claro que, neste mundo material, não há possibilidade de erradicar 100% a personalidade. mas livrar-se de achar isso objeto de cultivo, aí sim, quero. a satisfação virá de outras formas, não pela corroboração de um castelo de individualidades de que eu possa me orgulhar.
acredito, no entanto, que nosso processo de evolução é individual, sim. mas acho que se dá no âmbito do coletivo, sempre. a visar o coletivo.
então, vejo que parece ser mesmo que nem yin-yang.
a lógica é maravilhosa, mas precisa da âncora que é o sentimento. pra não cair no fetiche...
a abnegação é algo a se buscar, mas precisa da âncora da personalidade, neste mundo. é o único jeito de ser, aqui.
o coletivo é uma meta, mas o individual é a âncora para entender o processo.
pois é. sempre um pingo de uma coisa no meio da outra, será?
acredito, no entanto, que nosso processo de evolução é individual, sim. mas acho que se dá no âmbito do coletivo, sempre. a visar o coletivo.
então, vejo que parece ser mesmo que nem yin-yang.
a lógica é maravilhosa, mas precisa da âncora que é o sentimento. pra não cair no fetiche...
a abnegação é algo a se buscar, mas precisa da âncora da personalidade, neste mundo. é o único jeito de ser, aqui.
o coletivo é uma meta, mas o individual é a âncora para entender o processo.
pois é. sempre um pingo de uma coisa no meio da outra, será?
sábado, 6 de maio de 2006
desfazer a personalidade
hoje disse algo importante sem prever antes que diria. sem ter notado que era assim: estou indo embora não pra me encontrar, mas pra me perder.
esse encontro marcado e perdido é indício de adolescência que esteve ali, é aquela coisa no armário de que normalmente não se consegue desfazer.
isso, sim: perder. ficar sem nada, até sem o pronome, mas ao mesmo tempo com tudo.
esse encontro marcado e perdido é indício de adolescência que esteve ali, é aquela coisa no armário de que normalmente não se consegue desfazer.
isso, sim: perder. ficar sem nada, até sem o pronome, mas ao mesmo tempo com tudo.
segunda-feira, 1 de maio de 2006
um post meio infantil
só queria dizer, antes de ir dormir, que acho muito triste o preconceito que a intelligentsia mundial tem contra tantas coisas. é, muito preconceito. contra novas investigações nas ciências que não levam em conta só o que a gente vê e toca, contra pensar sobre o mundo em sua totalidade e não excluir espiritualidade, intuição, percepção, enfim coisas que a gente sabe que o ser humano tem. a ciência foi criada por seres humanos, por que restringir certas coisas que são tipicamente de gente? por que considerar inteligentes só os que martelam o próprio cérebro sem cansar com coisas abstratas? eu tinha bem mais dor de cabeça quando era assim. o que tem de errado em meditar, em pensar em coisas como amor universal?
se o mundo só tivesse gente assim, seria um lugar pessimista, mal-cuidado, caótico, despirocado (hehe), doente, cheio de maus pais e mais um monte de coisas ruins. não quero também ficar reclamando por linhas e linhas aqui, mas que poderia, poderia. mas que besteira pensar que felicidade é ridículo, que ser bom é idiota, que quem acredita em algo espiritual é tolo.
ok, tem muita gente que busca a espiritualidade por motivos egoístas, mas tem muitos que buscam por quererem genuinamente encontrar melhora pro mundo, pra si, pros outros. pronto, parei. =/
se o mundo só tivesse gente assim, seria um lugar pessimista, mal-cuidado, caótico, despirocado (hehe), doente, cheio de maus pais e mais um monte de coisas ruins. não quero também ficar reclamando por linhas e linhas aqui, mas que poderia, poderia. mas que besteira pensar que felicidade é ridículo, que ser bom é idiota, que quem acredita em algo espiritual é tolo.
ok, tem muita gente que busca a espiritualidade por motivos egoístas, mas tem muitos que buscam por quererem genuinamente encontrar melhora pro mundo, pra si, pros outros. pronto, parei. =/
terça-feira, 25 de abril de 2006
sobre o post abaixo
é tradição e elemento estrutural deste blog fazer um círculo hermenêutico...
quase me sinto uma apócrifa. hahaha... aliás, círculo nada perfeito. daqueles desenhados com mouse.
quando reli o post abaixo me lembrei de alguns outros cifrados que na hora me pareciam super herméticos, e que depois achei o tom ingênuo, ligeiramente infantil. o engraçado é que, quando já ia clicar no lapizinho pra editar esse último, me ocorreu que, neste caso, essa entonação acidental nada tem de acidental. e condiz absolutamente com o ponto de partida do mini-texto. é claro que, quanto menos a mensagem me é declarada, mais a codificação funciona. mas acho que está melhor do que se poderia julgar uma construção somente infantil; tem todas as referências necessárias, não mais do que isso.
quase me sinto uma apócrifa. hahaha... aliás, círculo nada perfeito. daqueles desenhados com mouse.
quando reli o post abaixo me lembrei de alguns outros cifrados que na hora me pareciam super herméticos, e que depois achei o tom ingênuo, ligeiramente infantil. o engraçado é que, quando já ia clicar no lapizinho pra editar esse último, me ocorreu que, neste caso, essa entonação acidental nada tem de acidental. e condiz absolutamente com o ponto de partida do mini-texto. é claro que, quanto menos a mensagem me é declarada, mais a codificação funciona. mas acho que está melhor do que se poderia julgar uma construção somente infantil; tem todas as referências necessárias, não mais do que isso.
domingo, 23 de abril de 2006
mais um post semicifrado
neste território entram segredos, e saem
assinalado terra de mapas
duas eras que entram, codificados,
impróprios intrusos deletérios, maravilhosos
a epígrafe acima, fiz porque não sabia começar
o espaço em branco, hesitação
aqui, caixa de correio
não sonho assim, não penso assim
maleável condição
a de dizer, grafar, com uma direção
apontamos ao mesmo tempo
ou quase, eu segunda
opostos no jogo, paralelos onde?
aqui, somente, território de novo
de confluências, na linha semiversada
para onde vim após sair em passos curtos
a condenar toda impropriedade
desaceitando cada alínea imposta
enquanto em curva, face o chão, aceitava.
wah-wah: não prefiro dançar do que falar
And I'm a rover
Count my coins and
Throw them over your shoulder
I may grow younger
trecho da obra criptografada de moça mendes galvão, com citação modificada.
assinalado terra de mapas
duas eras que entram, codificados,
impróprios intrusos deletérios, maravilhosos
a epígrafe acima, fiz porque não sabia começar
o espaço em branco, hesitação
aqui, caixa de correio
não sonho assim, não penso assim
maleável condição
a de dizer, grafar, com uma direção
apontamos ao mesmo tempo
ou quase, eu segunda
opostos no jogo, paralelos onde?
aqui, somente, território de novo
de confluências, na linha semiversada
para onde vim após sair em passos curtos
a condenar toda impropriedade
desaceitando cada alínea imposta
enquanto em curva, face o chão, aceitava.
wah-wah: não prefiro dançar do que falar
And I'm a rover
Count my coins and
Throw them over your shoulder
I may grow younger
trecho da obra criptografada de moça mendes galvão, com citação modificada.
quinta-feira, 20 de abril de 2006
resposta
quando disse que havia uma dificuldade por causa da diversificação enorme, quis dizer mais do que apenas gostar de muitas coisas diferentes.
no começo, quando havia um "perfil do consumidor", esse perfil era baseado em gosto musical, literário, plástico, etc. depois de esticar tudo isso muito, e ainda os pruridos intelectuais adjacentes, esticar tanto que estourou, foi que percebi.
achava difícil preencher o perfil, mas foi preenchido várias vezes. quando estourou, procurei não preencher nada, o que ajudou a clarear outra coisa: que o difícil mesmo é encontrar essa correspondência de haver passado pelo perfil, pelo estouro, pela aleatoriedade, e ter chegado a um começo de sincera abdicação de toda essa vaidade que acaba sendo esse checklist de gostos. gostar sem precisar dizer, listar, corresponder com esmero, sem nem mesmo praticar os pruridos intelectuais. agora, indo além, o difícil difícil mesmo: não ter maldade, nem preconceito, nenhum tipo de discriminação, ser bom, bonzinho de fato.
mas há a correspondência interna quando se faz algo de acordo.
no começo, quando havia um "perfil do consumidor", esse perfil era baseado em gosto musical, literário, plástico, etc. depois de esticar tudo isso muito, e ainda os pruridos intelectuais adjacentes, esticar tanto que estourou, foi que percebi.
achava difícil preencher o perfil, mas foi preenchido várias vezes. quando estourou, procurei não preencher nada, o que ajudou a clarear outra coisa: que o difícil mesmo é encontrar essa correspondência de haver passado pelo perfil, pelo estouro, pela aleatoriedade, e ter chegado a um começo de sincera abdicação de toda essa vaidade que acaba sendo esse checklist de gostos. gostar sem precisar dizer, listar, corresponder com esmero, sem nem mesmo praticar os pruridos intelectuais. agora, indo além, o difícil difícil mesmo: não ter maldade, nem preconceito, nenhum tipo de discriminação, ser bom, bonzinho de fato.
mas há a correspondência interna quando se faz algo de acordo.
segunda-feira, 17 de abril de 2006
sábado, 15 de abril de 2006
é.
onde está o verdadeiro desenvolvimento?
http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/4897252.stm
mais cedo li essa matéria da bbc. certo, é só mais uma entre várias e entre muitos livros e discussões e intenções.
não tem "mas" nem "porém".
onde, badi assad, está o verdadeiro desenvolvimento? vi essa pergunta encartada no wonderland, encaixada que está em toda frase deste blog, preciso comentar.
quando diz-se aqui ou algures que está dentro, o interior é mais amplo do que aparenta. os interiores ligados quanticamente, sem querer soar gil, (mas sem mesmo) bate ali mexe aqui.
chão, somos todos.
nem através do espelho, nem lado de dentro ou fora, nem buraco de coelho, a terra não quer dizer "coma-me por favor".
chão, somos todos!
cuidar dos interiores, sempre, do chão, cuidar é sempre cuidar. negotiations between our soules, but we're not donne.
lidar com isso, o aparente seguirá.
"envoi"
http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/4897252.stm
mais cedo li essa matéria da bbc. certo, é só mais uma entre várias e entre muitos livros e discussões e intenções.
não tem "mas" nem "porém".
onde, badi assad, está o verdadeiro desenvolvimento? vi essa pergunta encartada no wonderland, encaixada que está em toda frase deste blog, preciso comentar.
quando diz-se aqui ou algures que está dentro, o interior é mais amplo do que aparenta. os interiores ligados quanticamente, sem querer soar gil, (mas sem mesmo) bate ali mexe aqui.
chão, somos todos.
nem através do espelho, nem lado de dentro ou fora, nem buraco de coelho, a terra não quer dizer "coma-me por favor".
chão, somos todos!
cuidar dos interiores, sempre, do chão, cuidar é sempre cuidar. negotiations between our soules, but we're not donne.
lidar com isso, o aparente seguirá.
"envoi"
badi assad
fez música da bjork ficar absolutamente orgânica. linda, dança, toca, canta, impressionante.
impressionante!
nunca havia visto uma mulher violonista tão desenvolta, tão coordenada e tão livre, na verdade. e não é porque nunca havia visto uma mulher violonista ponto final (ao vivo). ela faz o que quer no palco, os arranjos das músicas são absurdamentes sensíveis e lindos, enfim.
badi assad.
impressionante!
nunca havia visto uma mulher violonista tão desenvolta, tão coordenada e tão livre, na verdade. e não é porque nunca havia visto uma mulher violonista ponto final (ao vivo). ela faz o que quer no palco, os arranjos das músicas são absurdamentes sensíveis e lindos, enfim.
badi assad.
domingo, 9 de abril de 2006
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