Este post deriva de várias conversas da semana passada.
Alguém muito próximo disse que não gosta de concreto aparente. Que acha bruto, feio e cinzento. Foi de certa forma um choque pra mim uma pessoa tão "afim" ter essa visão. Nunca tive muita escolha na vida a não ser gostar de concreto aparente, afinal de contas, sou filha de arquiteto formado pela UnB na década de 70. Nunca tive a opção de gostar de arquitetura vernácula, por exemplo, ou de achar feio Alcides da Rocha Miranda ou um Artigas, sei lá.
Pra ser sincera, o que mais me chocou foi perceber que eu realmente não sei qual é o meu gosto pra arquitetura. É difícil julgar o que é meu olhar e o que é o olhar do meu pai, da minha criação, da geração dele.
Não consigo achar o concreto aparente brutal, mas depois disso tudo posso entender que alguém ache e que essa pessoa não é menos sofisticada por causa disso.
As verdades incontestáveis dos pais andam com a gente usando máscara de absoluto a vida toda. A gente nem vê as diabas do nosso lado, tenho certeza de que se morre sem saber de metade delas. São coisas que a gente raramente questiona. Um exemplo bobo: eu sempre achei que todo mundo tinha um monte de colher de pau em casa. Pra mim isso era fato dado. Quem vive sem colher de pau? Hahah! Mas depois, cozinhando na casa dos outros, vi que não é assim. E, até hoje, tenho uma certa tendência a pensar que quem não usa colher de pau está meio equivocado. Quem tem só uma ainda é algo como um pobre coitado. Mas que coisa isso!
Vamos ver, vou tentar ao máximo me emancipar dessas coisas. Detectar o quanto puder os constrangimentos dos vícios e costumes genitorescos. No início, tem sido necessário como ação afirmativa antagonizar um bocado os papis. Sem deixar a coisa cair em rebeldia sem causa, há que se manter o respeito e não se pode perder a classe, jamais!
São queridos e ótimos, meus pais, mas de fato quero que aceitem alguns arroubos de usar brincão, gostar de piano branco, sapato de bico fino, achar exposição de artes plásticas um tédio, ser espiritualizada, etc. Mesmo que algumas dessas coisas sejam apenas temporárias. Quanto às coisas que realmente importam, essas eu não conto aqui. As mudanças de comportamento mais profundas, os que tiverem sensibilidade suficiente pra perceber, verão. E é claro que apenas para esses a diferença importa.
domingo, 25 de setembro de 2005
terça-feira, 13 de setembro de 2005
Futuro
Andava na sombra, olhando o que tocava o sol.
As coisas, sabia que olhavam de volta.
Sempre duas vias, sempre incessantes.
Andava no sol, media ângulos, iluminava e correspondia.
O caminho era sempre em cores, as palavras não. As leis escritas, paradas. Ele movia-se.
Cores que ele mesmo irradiava, andava e não entendia. Pensava não saber. Pensou nas letras. A correr, mas ele corria mais, ainda sem afigurar-se reflexo.
A marca da alteridade, em delicadeza, o cuidado que tentava registrar. Um pouco adivinhar, um pouco sugerir.
Seja assim, apesar de já ser.
E ter sido: andava, afinal.
Será, será o produto surpresa de pequenos gestos, entre outras miudezas. Crescia dentro do pouco espaço, parecia sem limites, era o que o outro podia ver.
Era capaz de pensar em controle. Podia escolher os termos, e o outro confiava que não afastaria o que era claro. Andava a olhar para baixo, seguir a própria sombra, ver as raízes das sombras do mundo.
Olhar para o lado,
quando em distração. Perceber novas frentes.
As coisas, sabia que olhavam de volta.
Sempre duas vias, sempre incessantes.
Andava no sol, media ângulos, iluminava e correspondia.
O caminho era sempre em cores, as palavras não. As leis escritas, paradas. Ele movia-se.
Cores que ele mesmo irradiava, andava e não entendia. Pensava não saber. Pensou nas letras. A correr, mas ele corria mais, ainda sem afigurar-se reflexo.
A marca da alteridade, em delicadeza, o cuidado que tentava registrar. Um pouco adivinhar, um pouco sugerir.
Seja assim, apesar de já ser.
E ter sido: andava, afinal.
Será, será o produto surpresa de pequenos gestos, entre outras miudezas. Crescia dentro do pouco espaço, parecia sem limites, era o que o outro podia ver.
Era capaz de pensar em controle. Podia escolher os termos, e o outro confiava que não afastaria o que era claro. Andava a olhar para baixo, seguir a própria sombra, ver as raízes das sombras do mundo.
Olhar para o lado,
quando em distração. Perceber novas frentes.
segunda-feira, 12 de setembro de 2005
serenity now
Dessa vez, ao invés de escrever sobre as coisas de durante minhas caminhadas, vou só avisar que devo postar no fotolog uma série de imagens do caminho habitual. Só não estão muito boas as fotos porque usei a câmera do meu irmão, que é bem amadora, e também porque fiquei mortinha de vergonha de ser vista tirando fotos nas beiras da rua de baixo do lado ímpar.
Hehe.
Bem, o fotolog é
www.fotolog.net/o_linguado
.
Hehe.
Bem, o fotolog é
www.fotolog.net/o_linguado
.
terça-feira, 6 de setembro de 2005
quando a crianca era crianca, pensava que os adultos eram adultos
...mas tanto adultos quanto crianças vivem no mundo da fantasia. as crianças, como fase de aprendizagem necessária, os adultos, para encobertar aquilo que acham feio. e a falta de beleza para os crescidos parece ser sempre em si e não nos outros, ao contrário do que dizem. se eu pudesse ser um espelho, ah, nem estaria escrevendo estas baboseiras semicifradas.
mas tem tanta gente por aí com potencial de ser feliz e realizado, mas que prefere matar seu tempo esquecendo que tem memória, lembrando apenas de imagens de outros. imagens que essas mesmas pessoas construíram... o outro é sempre, ou quase sempre, uma construção do primeiro.
é frustrante perceber que pessoas vivem assim, enfim. não porque recebemos maus julgamentos, isso é só um tropecinho, mas porque as pessoas podem ser muuuito mais leves e irradiar isso por aí. para que todos sejamos mais leves. ahhh.
a leveza.
=)
mas tem tanta gente por aí com potencial de ser feliz e realizado, mas que prefere matar seu tempo esquecendo que tem memória, lembrando apenas de imagens de outros. imagens que essas mesmas pessoas construíram... o outro é sempre, ou quase sempre, uma construção do primeiro.
é frustrante perceber que pessoas vivem assim, enfim. não porque recebemos maus julgamentos, isso é só um tropecinho, mas porque as pessoas podem ser muuuito mais leves e irradiar isso por aí. para que todos sejamos mais leves. ahhh.
a leveza.
=)
segunda-feira, 5 de setembro de 2005
Oi, tudo bem? Boa tarde.
Vim aqui fazer uma horinha.
Estou morrendo de sono após ter dormido 10 horas seguidas. Acabei o que tinha pra fazer no trabalho. Não tenho carro. Não me pagaram esse mês. Estou com fome. A seca me deixa mole, tenho medo de pegar ônibus. Agora pouco fui a pé até o banco tirar extrato e fiquei tonta. Comi um nutry tem umas 3 horas. Quero ir pra academia hoje, mas para isso preciso comer. Para comer preciso que me paguem. Para ir pra academia preciso pegar ônibus. Para pegar ônibus preciso não ficar tonta quando ando. Para não ficar tonta preciso comer e beber muita água. Quero parar de querer as coisas. Para parar de querer as coisas, preciso controlar meu corpo. Para controlar meu corpo preciso controlar minha mente. Se eu controlar minha mente, não vou precisar comer, então poderei pegar ônibus e ir pra academia. Mas ainda assim acho que a UnB precisa me pagar. É ou não é?!
Estou morrendo de sono após ter dormido 10 horas seguidas. Acabei o que tinha pra fazer no trabalho. Não tenho carro. Não me pagaram esse mês. Estou com fome. A seca me deixa mole, tenho medo de pegar ônibus. Agora pouco fui a pé até o banco tirar extrato e fiquei tonta. Comi um nutry tem umas 3 horas. Quero ir pra academia hoje, mas para isso preciso comer. Para comer preciso que me paguem. Para ir pra academia preciso pegar ônibus. Para pegar ônibus preciso não ficar tonta quando ando. Para não ficar tonta preciso comer e beber muita água. Quero parar de querer as coisas. Para parar de querer as coisas, preciso controlar meu corpo. Para controlar meu corpo preciso controlar minha mente. Se eu controlar minha mente, não vou precisar comer, então poderei pegar ônibus e ir pra academia. Mas ainda assim acho que a UnB precisa me pagar. É ou não é?!
sexta-feira, 2 de setembro de 2005
top 5 de hoje
em homenagem a ter assistido high fidelity com a paula de novo no fim de semana passado por total falta de boa vontade com os filmes da blockbuster.
top 5 músicas que eu ouvi hoje
- transatlantic near death experience / john squire
- joe louis / john squire
- blue jay way / beatles
- savoy truffle / beatles
- the inner light / beatles

Judy.
Which Belle & Sebastian Song Character are You?
brought to you by Quizilla
top 5 músicas que eu ouvi hoje
- transatlantic near death experience / john squire
- joe louis / john squire
- blue jay way / beatles
- savoy truffle / beatles
- the inner light / beatles
Judy.
Which Belle & Sebastian Song Character are You?
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terça-feira, 30 de agosto de 2005
Os Jardins Misteriosos do Reino do Lago Norte Que Sao Visitados Pela Princesa Plebeia Maira Que Fez Este Titulo Bem Comprido Para Ver Os Peixinhos
Hoje estive observando as árvores, minhas velhas conhecidas de trajetória peripatética. As mesmas que posso apresentar às pessoas que me parecem merecer conhecê-las.
Até aí, nenhuma novidade.
A não ser que pensei também sobre algumas que estavam mais longe, e sobre o corte delas, ou seja, a moldura de cercas que sempre existe. É, na verdade muitas daquelas árvores só conheço em parte, só a copa, ou menos ainda. Por ter pouca altura, mesmo as cercas maiores me impedem de ver bem minhas amigas galhadas. Mas isso é fantástico, pra ser sincera!
Tenho vários jardins potencialmente maravilhosos, lugares meio obscuros, meio verdadeiros meio imaginados. Nunca consigo entender bem a totalidade do habitat dessas árvores, se existem outras plantas mais rasteiras, se há grama, se as folhas secas foram varridas ou não. Às vezes até posso ver o chão, mas não o espaço intermediário que pode ter outras copas reclusas, quem sabe até um varal meio feioso ou um balancinho de criança.
E entendi que isso é uma das coisas que tanto me fascinam sobre o que vejo regularmente nas caminhadas, é toda essa possibilidade de haver um jardim lindo e encantador do outro lado, que fica mais lindo e mais encantador por existir de fato na potência da minha imaginação. Não é nem que eu fique elocubrando sobre como devam ser, só o fiz agora pra ter o que escrever neste texto. O fato de sentir essa pulsação de possibilidades é que me encanta. E os pequenos ou grandes recortes que posso ver, muitas vezes acompanhados daquele fundo azul azul azul típico do império Cerratense. E tocado por ouro luminoso todos os dias, ah, sorte minha de ver.
Até aí, nenhuma novidade.
A não ser que pensei também sobre algumas que estavam mais longe, e sobre o corte delas, ou seja, a moldura de cercas que sempre existe. É, na verdade muitas daquelas árvores só conheço em parte, só a copa, ou menos ainda. Por ter pouca altura, mesmo as cercas maiores me impedem de ver bem minhas amigas galhadas. Mas isso é fantástico, pra ser sincera!
Tenho vários jardins potencialmente maravilhosos, lugares meio obscuros, meio verdadeiros meio imaginados. Nunca consigo entender bem a totalidade do habitat dessas árvores, se existem outras plantas mais rasteiras, se há grama, se as folhas secas foram varridas ou não. Às vezes até posso ver o chão, mas não o espaço intermediário que pode ter outras copas reclusas, quem sabe até um varal meio feioso ou um balancinho de criança.
E entendi que isso é uma das coisas que tanto me fascinam sobre o que vejo regularmente nas caminhadas, é toda essa possibilidade de haver um jardim lindo e encantador do outro lado, que fica mais lindo e mais encantador por existir de fato na potência da minha imaginação. Não é nem que eu fique elocubrando sobre como devam ser, só o fiz agora pra ter o que escrever neste texto. O fato de sentir essa pulsação de possibilidades é que me encanta. E os pequenos ou grandes recortes que posso ver, muitas vezes acompanhados daquele fundo azul azul azul típico do império Cerratense. E tocado por ouro luminoso todos os dias, ah, sorte minha de ver.
sexta-feira, 26 de agosto de 2005
they call you christ, vsnu, buddha, jehovah, our lord... you are govindam, sophia, creator of all.
No último mês minhas peripatéticas estavam sendo quase acidentais, na UnB e pelas ruas adjacentes.
Mas agora pouco fui caminhar pela minha rota habitual e do coração, e estava bem segura de que, com a seca, o gramado que me faz sonhar com mergulhos e rodopios estaria seco e não me despertaria impulsos de liberdade.
Mas não sei como, ele estava vivo e escandalosamente verde!! Nossa, não contava com isso. Senti vontade demais de pular da calçada e sair correndo nele (e, claro, rodopiando, não esqueci) e sorrindo de fora a fora. Uhhh adoro ficar retardada!!!
Mas olhei pros lados e vi uma mulher andando devagar do outro lado da calçada, e todo o corporativismo do mundo me fez desanimar, argh. Mas ainda fiquei olhando o gramado com o canto do olho, até cair no ponto cego. Um dia eu ainda faço isso. Ah!
Pausa dedicada ao amor verdadeiro, aquele do mundo pelo mundo, ou da vida pela vida, e viva o esforço que as pessoas fazem pra encontrá-lo, ainda que direcionem ao invés de aspergirem.
.
.
.
Nesses momentos de caminhada me sinto tão independente. Mesmo que minhas decisões sejam afetas por outros, como é o caso da mulher da calçada oposta. Já escrevi sobre isso aqui, é claro, mas mas mas nunca parece que dá pra explicar. E já escrevi em código que, parece, fica mais claro ainda, ahhh mas que aflição de dizer isso hoje de novo. Ser individual não é ser egoísta, é apenas visualizar as coisas com lupa. Sabe, é meio maluco ser comunicativa e ter ímpetos de salvar o mundo e ao mesmo tempo ser individualista e gostar de ficar sozinha. Mas é que nessa sociedade ocidental, o senso de comunidade perdeu-se tanto que estar junto de muita gente é ser bombardeado por fragmentos com pontas perigosas. Sozinha parece que dá pra aspirar no ar aquilo que é de todo mundo... Ahhh a força que têm as pessoas. Bah bah bah.
Não sei de nada.
"
There's a man talking on the radio
What he's saying I don't really know
Seems he's lost some stocks and shares
Stops and stares
He's afraid I know
That's the way it goes
There's a man talking of the promised land
He'll aquire it with some Krugerrand
Subdivide and deal it out
Feel his clout
He can stoop so low
And that's the way it goes
There's an actor who hopes to fit the bill
Sees a shining city on a hill
Step up close and see he's blind
Wined and dined
All he has is pose
And that's the way it goes
There's a fire that burns away the lies
Manifesting in the spiritual eye
Though you won't understand the way I feel
You conceal, all there is to know
That's the way it goes
"
(G. Harrison)
Mas agora pouco fui caminhar pela minha rota habitual e do coração, e estava bem segura de que, com a seca, o gramado que me faz sonhar com mergulhos e rodopios estaria seco e não me despertaria impulsos de liberdade.
Mas não sei como, ele estava vivo e escandalosamente verde!! Nossa, não contava com isso. Senti vontade demais de pular da calçada e sair correndo nele (e, claro, rodopiando, não esqueci) e sorrindo de fora a fora. Uhhh adoro ficar retardada!!!
Mas olhei pros lados e vi uma mulher andando devagar do outro lado da calçada, e todo o corporativismo do mundo me fez desanimar, argh. Mas ainda fiquei olhando o gramado com o canto do olho, até cair no ponto cego. Um dia eu ainda faço isso. Ah!
Pausa dedicada ao amor verdadeiro, aquele do mundo pelo mundo, ou da vida pela vida, e viva o esforço que as pessoas fazem pra encontrá-lo, ainda que direcionem ao invés de aspergirem.
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Nesses momentos de caminhada me sinto tão independente. Mesmo que minhas decisões sejam afetas por outros, como é o caso da mulher da calçada oposta. Já escrevi sobre isso aqui, é claro, mas mas mas nunca parece que dá pra explicar. E já escrevi em código que, parece, fica mais claro ainda, ahhh mas que aflição de dizer isso hoje de novo. Ser individual não é ser egoísta, é apenas visualizar as coisas com lupa. Sabe, é meio maluco ser comunicativa e ter ímpetos de salvar o mundo e ao mesmo tempo ser individualista e gostar de ficar sozinha. Mas é que nessa sociedade ocidental, o senso de comunidade perdeu-se tanto que estar junto de muita gente é ser bombardeado por fragmentos com pontas perigosas. Sozinha parece que dá pra aspirar no ar aquilo que é de todo mundo... Ahhh a força que têm as pessoas. Bah bah bah.
Não sei de nada.
"
There's a man talking on the radio
What he's saying I don't really know
Seems he's lost some stocks and shares
Stops and stares
He's afraid I know
That's the way it goes
There's a man talking of the promised land
He'll aquire it with some Krugerrand
Subdivide and deal it out
Feel his clout
He can stoop so low
And that's the way it goes
There's an actor who hopes to fit the bill
Sees a shining city on a hill
Step up close and see he's blind
Wined and dined
All he has is pose
And that's the way it goes
There's a fire that burns away the lies
Manifesting in the spiritual eye
Though you won't understand the way I feel
You conceal, all there is to know
That's the way it goes
"
(G. Harrison)
segunda-feira, 22 de agosto de 2005
sábado, 20 de agosto de 2005
e hoje percebi
que não quero mesmo nada a ver com o mundo acadêmico.
não me sinto confortável no meio de intelectuais. e daí que eu já li 500 coisas intelectuais e é até possível que tenha entendido mais do que muito aluno da UnB? e daí, meu deus???
não quero nunca mais ser sabatinada sobre referências e nomes. e não quero mais saber de rol de autores, paideuma, recepção, representação, comparação, masturbação mental e vaidade intelectual.
nenhum olhar a mais de dúvida ou ironia por causa dessa ou daquela imprecisão sobre um título ou uma adequação.
ahhhh o processo de simplificação... =)
não me sinto confortável no meio de intelectuais. e daí que eu já li 500 coisas intelectuais e é até possível que tenha entendido mais do que muito aluno da UnB? e daí, meu deus???
não quero nunca mais ser sabatinada sobre referências e nomes. e não quero mais saber de rol de autores, paideuma, recepção, representação, comparação, masturbação mental e vaidade intelectual.
nenhum olhar a mais de dúvida ou ironia por causa dessa ou daquela imprecisão sobre um título ou uma adequação.
ahhhh o processo de simplificação... =)
cansei de perguntar
por que eu consigo fazer várias coisas diferentíssimas, mas nenhuma muito bem?
por que consigo acreditar em teorias antagônicas, mas não seguir de fato nenhuma?
por que não me sinto nem muito mal com todas essas contradições?
não sei se cansei ou se não quero saber a resposta agora.
por favor, você que está lendo, não queira que eu seja coerente. ou melhor, queira mas não tenha expectativas. essa coerência pode vir de formas meio indefinidas, passam sem que sejam percebidas. mas prefiro acreditar que exista sim uma lógica nisso tudo, enfim, não só prefiro como nem tenho outra escolha.
prefiro ter paz. paz paz paz paz paz.
só ir caminhar e sentar e ouvir george. comer coisas boas, dar abraço e deixar vir o que não pode não vir.
eu não estou fugindo, não.
"Though you sit in another chair, I can feel you here
Looking like I don't care, but I do, I do
Hiding it all behind anything I see
Should someone be looking at me
While I occupy my mind, I can feel you here
Love to us is so well timed, and I do, I do
Wasting away these moments so heavenly
Should someone be looking at me
Let it down, let it all down
Let your hair hang all around me
Let it down, let it down
Let your love flow and astound me
While you look so sweetly and divine, I can feel you here
I see your eyes are busy kissing mine, and I do, I do
Wondering what it is they're expecting to see
Should someone be looking at me
Let it down, let it all down
Let your hair hang all around me
Let it down, let it down
Let your love flow and astound me
Let it down, let it down"
G. Harrison
por que consigo acreditar em teorias antagônicas, mas não seguir de fato nenhuma?
por que não me sinto nem muito mal com todas essas contradições?
não sei se cansei ou se não quero saber a resposta agora.
por favor, você que está lendo, não queira que eu seja coerente. ou melhor, queira mas não tenha expectativas. essa coerência pode vir de formas meio indefinidas, passam sem que sejam percebidas. mas prefiro acreditar que exista sim uma lógica nisso tudo, enfim, não só prefiro como nem tenho outra escolha.
prefiro ter paz. paz paz paz paz paz.
só ir caminhar e sentar e ouvir george. comer coisas boas, dar abraço e deixar vir o que não pode não vir.
eu não estou fugindo, não.
"Though you sit in another chair, I can feel you here
Looking like I don't care, but I do, I do
Hiding it all behind anything I see
Should someone be looking at me
While I occupy my mind, I can feel you here
Love to us is so well timed, and I do, I do
Wasting away these moments so heavenly
Should someone be looking at me
Let it down, let it all down
Let your hair hang all around me
Let it down, let it down
Let your love flow and astound me
While you look so sweetly and divine, I can feel you here
I see your eyes are busy kissing mine, and I do, I do
Wondering what it is they're expecting to see
Should someone be looking at me
Let it down, let it all down
Let your hair hang all around me
Let it down, let it down
Let your love flow and astound me
Let it down, let it down"
G. Harrison
domingo, 7 de agosto de 2005
my pirate name
My pirate name is:
Captain Mary Cash

Even though there's no legal rank on a pirate ship, everyone recognizes you're the one in charge. You're musical, and you've got a certain style if not flair. You'll do just fine. Arr!
Get your own pirate name from fidius.org.
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