domingo, 22 de maio de 2005

in a sentimental mood

que bobagem que é afirmar categoricamente. se a desculpa for retórica, ok. mas para uma correspondência, não!
oh-oh.
pior é abarrotar-se de orgulho e carregar. e como carrega-se...
mas muitas vezes é apenas estratégia: efes e erres para construir chão. não é fácil estar sempre fluindo.
contradizer-se pode ter muita nobreza, ou ao menos coragem.
viva a honestidade, mesmo que seja uma manifestação que dura pouco. quando começa, já acabou. e assim por diante. esse jeitinho cifrado não deixa de ser orgulho, por exemplo.
o que quis dizer e devo ao menos admitir é: me sinto infantil quando afirmo que algo é "assim". e sei que faço isso por segurança, mas daqui a pouco ja não é mais. por segurança e para adquirir credibilidade. é muito complicado despir-se de orgulho, muito. não vou estranhar se daqui a um tempo este post sumir, esconder-se de vergonha. já está demorando pra ser publicado... nesse momento estou olhando pra ele, cheia de dúvidas... oh-oh.

sábado, 21 de maio de 2005

chamada interna

Se um dia deus ou o diabo aparecessem pra mim e me anunciassem que preciso apagar uma parte da minha vida, entre as duas seguintes: crítica literária e filmes de entretenimento, eu preferiria apagar a crítica literária. A cada dia que passa mais me convenço de que não seria capaz, por exemplo, de ter como companheiro de vida uma pessoa cujas afinidades comigo sejam fundamentalmente intelectuais. Não é que não goste de falar sobre literatura, mas prefiro fazê-lo pouco e em círculos "formais", com amigos não quero. E gosto de estudar sozinha. Gosto de produzir textos, mas não tenho vontade de falar sobre eles. Acho que o que isso contribui na minha personalidade é basicamente o fato de que tenho paixão pelas palavras. Mas é uma paixão tão honesta que não sinto vontade de falar sobre isso com ninguém, pra mim basta fazer as palavras falarem por si, nos textos (nos cifrados). O que aparece e eu gosto de mostrar dessa paixão é ser apaixonada pura e simplesmente. De um jeito intransitivo.
Prefiro falar sobre filmes, adoro falar sobre música, sobre toda e qualquer porcaria engraçada que aparecer, papo nonsense é comigo mesmo e não gosto de coisas protocolares. Quando encontro com meninas, prefiro falar sobre cabelos do que sobre a última exposição. Quando vou ao CCBB, vejo as exposições super rápido, não tenho muita paciência, prefiro a parte de sentar no café e conversar sobre os erros de português engraçados do cardápio.
Não quero que meu determinante seja uma lista de nomes de peso, um vocabulário de títulos e uma circunscrição num universo mais ou menos fechado com o nome de "maturidade" ou "intelectualidade" e afins. Não pode ser isso o que vai me encaixar em vagas emocionais por aí.
Prefiro um vocabulário de atitudes, reações e interações: gestos, expressões, piadas, afetos, repulsas, compartilhamento, reclusão.

quarta-feira, 18 de maio de 2005

adoro

a palavra adoro. mas não carregada daquele significado "endeusar" ou algo nessa direção. é puramente bonita, o som, o registro, dizer, escrever.
a she-ra chamava-se "Adora", lembrei de repente.

terça-feira, 17 de maio de 2005

morar sozinho

é uma boa idéia.

cada dia percebo o quanto é bom sempre inventar coisinhas diferentes pela casa. novos modos de arrumar as coisas, nem que seja mudar o porta-lápis de lugar, ou catar uns papeizinhos que ficavam há dias do lado do computador.
é uma forma diferente de investimento pessoal, o espaço de uma casa é muito diferente de um quarto.
hoje quis escrever um post pessoal, dar notícias do rio a quem se dispuser a ler. às vezes me perguntam coisas daqui, sei que mudo de assunto. sair de casa e ir morar só implica muitas e muitas sensações complexas e pessoais. por isso, não é fácil, numa conversa de msn, responder a perguntas amigáveis como "e aí, o que tem feito?"

tenho cuidado da vida. sem esquecer que cuidar da vida é, no mais das vezes para homens e mulheres normais, descuidar da vida um bocado também. tenho escutado tom waits adoidado, assistido tv, olhado pro suvaco do cristo redentor deitada na rede e ido à luta. não vou entrar em detalhes emocionais e minúcias reativas mais abstratas... saber dos interiores dos outros é coisa de gente sensível, não de leituras. textos não servem pra essas coisas, nem mesmo declarações descompromissadas de blog. eu que não tenho coragem de dar a um texto uma carga tão pesada... a não ser que ele possa ser muitas outras coisas ao mesmo tempo. mas, cifra por cifra, uma dama não comenta. =)

então, no mais: hoje almocei no vitória régia aqui perto, enquanto a sheila, que já havia almoçado, terminava de limpar a casa. ela é ótima. tudo isso me fez comprar flores, então, nas palavras do florista: um vaso de crisanti grande. bem repolhudos e grenás. mas tirei o plástico em volta, e veio num cachepô de palha, parece um chapéu de matuto. coloquei uma luminária que estava encostada na área de serviço aqui do meu lado, ficou aconchegante. tirei a papelada da mesa, pus lá junto com os livros. amanhã vou fazer feira, quero acordar cedo, e preciso mesmo dar uma volta no parque lage, porque é uma vergonha que eu ainda não tenha passeado por lá desta feita. li vários editais também, para me convencer de que só vou poder tentar mestrado em setembro mesmo. não adianta que literatura portuguesa não vai colar... eu lá sei alguma coisa sobre gil vicente, eça de queirós, camões, não sei quem cardoso? por outro lado, comprei uma montanha de livros em francês, preciso atracar-me com eles e ver se o instrumental funciona. quis ser correta, deu nisso. quem não gosta de nomes citados, pode parar de ler por aqui, porque preciso dividir um pouco do que adquiri: villon completo, tel quel, critique, barthes, ponge, blanchot e ontem acidentalmente comprei um livro de traduções e comentários do f. kothe sobre a obra do celan... eita peste. ah sim, trabalhei também. e fiz capuccino de leite, chocolate e café, sem comprar aquelas misturas com péssima relação custo-benefício.

e agora passou o caminhão de lixo lá fora e deixou um miasma danado de presente pra fechar o post.

quinta-feira, 12 de maio de 2005

5 lindezas

* Hurt, por Johnny Cash
A música meio infantil do Trent Reznor me arrepia na voz do Cash. Amo a simplicidade da interpretação. E o mesmo vale para

* I hung my head, com o Cash também
Que é uma música do Sting. Nessa ele não exatamente canta, é como se fosse inventando uma música na hora, em uma andança qualquer. Cash cantando canções é cru e belíssimo, voz dele vai fundo e longe mesmo sem ter alcance e muita técnica.

* Muriel, Tom Waits
Assim como nas anteriores, a voz aparece quase como que sobre um silêncio, por sua vez sobreposto ao acompanhamento da música.

* Summer Rain, Johnny Rivers
"She's here by me" = subidinha que dá arrepios na coluna.

* Concerto para Cello e Orquestra em si menor, Op. 104, Dvořak, com Yo-yo Ma, Filarmônica de Berlim e Lorin Maazel
Já tinha em mp3 esse concerto com o Barenboim e a Jacqueline Du Pré, com a Sinfônica de Chicago, então comprei o cd numa livraria aqui perto pra fazer a prazerosa comparação... mais notícias em breve.

segunda-feira, 9 de maio de 2005

entropia

silêncio

estar em silêncio significa fazer uma pausa. é sempre reconhecimento, aperceber-se de algo, em geral sobre si. pensar sobre outros é pensar sobre si em sentido reflexo. o silêncio vem como resultado e raiz desse processo. algumas vezes ele propicia reconhecimento, outras é em si a sobreposição de um duplo. reconhecer é encontrar o mesmo, desde que fique claro que o mesmo foi de fato achado. não era uma questão de perspectiva, mas de caminho.

sozinho

pausar sendo estar sozinho, silêncio ocupa maior espaço. estar na companhia de si não é estar, sendo igual. é dividir sempre com o mesmo, cada mesmo reencontrado em cada momento. é ruído de silêncios consecutivos. ensurdece com sua altura, daí o silêncio que por sua vez permite o ruído que ensurdece e assim por diante. com outros, o mesmo esconde-se, embora seja sempre refletido. a imagem deformada assopra o mesmo silêncio reconhecedor. sozinho, é mais fácil escutá-lo.

com tantos reflexos e silêncios, a ordenação insinua-se mais aparente do que é julgada.

quarta-feira, 27 de abril de 2005

Tom Espera

Don’t go to church on sunday
Don’t get on my knees to pray
Don’t memorize the books of the bible
I got my own special way
Bit I know jesus loves me
Maybe just a little bit more

I fall on my knees every sunday
At zerelda lee’s candy store

Well it’s got to be a chocolate jesus
Make me feel good inside
Got to be a chocolate jesus
Keep me satisfied

Well I don’t want no anna zabba
Don’t want no almond joy
There ain’t nothing better
Suitable for this boy
Well it’s the only thing
That can pick me up
Better than a cup of gold
See only a chocolate jesus
Can satisfy my soul

(solo)
When the weather gets rough
And it’s whiskey in the shade
It’s best to wrap your savior
Up in cellophane
He flows like the big muddy
But that’s ok
Pour him over ice cream
For a nice parfait

Well it’s got to be a chocolate jesus
Good enough for me
Got to be a chocolate jesus
Good enough for me

Well it’s got to be a chocolate jesus
Make me feel good inside
Got to be a chocolate jesus
Keep me satisfied

quarta-feira, 20 de abril de 2005

um estado, o –

passa-se de uma à outra margem, ou nem isso.
as aparentes coisas: embaraço e deslumbramento. não saber para onde voltar a atenção, e em seguida estar rarefeito por tudo e nada.

no universo, vê-se a clara terceira margem. mas fora dele, o que há é abstruso... o que é por ausência, ainda mais. universal construído, existente, registrado. as escrituras sagradas. regidas pelas letras da lei interna.

não se engane: o universo não é finito. obedece a topografias antes de topologias, pode ser cartografado mas não se pode sair dele. é dividido, compartimentado, cheio de pontes e não-monumental. não se engane, afinal, pelo que representa. é apenas um metassigno.

de fora, as aparentes coisas não se fazem ilustrar. a matéria universal não é ferramenta mas todos os elementos de uma cena. a ação ocorre atrelada a espectro de fora, espectro embaraçado em tentar corresponder as coisas aparentes ao universal e, no mais das vezes, ignorante de seu deslumbre vir – ainda que pudesse criar representações – do drama puro.

terça-feira, 12 de abril de 2005

os sete esteios do amor cortes

or, my rendering of john donne's extasie...

1. MODERACÃO
o que mais diz é o comedimento. a capacidade de sustentar interlúdios, de enriquecê-los ao não classificar. palavras e gestos muitas vezes falham por serem incapazes de representar, mas a potência do silêncio realiza. é a terceira margem, a verdadeira expressão. é saber construir a partir de espaços negativos. enriquecer e dinamizar. deixar no ar significa carregá-lo, eletricidade, a verdadeira boa condução.

*MODERATION
louder is concision. the capacity to sustain interludes, to enrich them by lack of classification. words and gestures often fail for they are uncapable of representing, but the potency of silence materializes. it is the third margin, actual expression. to know how to build up from negative spaces. to enrich and dinamise. to let it be suspended means to charge. electricity, the true and one conducive support, in itself.


2. SOLICITUDE
uma dedicação pontuada tem mais valor do que a devoção cega. independência, quase não é troca, intervalos isolados de agrados voluntários. episódios. o mais despidos de causas e expectativas o quanto for possível. o que é sempre projeção... explorar meios, portanto, de servir.

*SERVICE
a punctuated dedication is more valuable than blind devotion. independence, almost without trade, isolated intervals of voluntary compliment. episodes. as deprived from causes and expectations as possible. which is in itself a projection... to explore means, then, of bestowing.


3. BRAVURA
que se estenda o alcance, penetrar e romper pela delicadeza. em ser firme, poder da confiança, sacramentar os próprios passos. dar espaço por saber que outros podem ser criados. mãos, produzem molde, replicam-se, contundentes.

*PROWESS
may reach be extended, to penetrate and break by gentleness. in being firm, power of confidence, to sacralize own steps. to give space because others may be created. hands, that craft moulds, replicates, edgy.


4. PACIÊNCIA
esperar a vez. não por conformidade, mas por decorrência. a naturalidade de quem se preza. a estima determina o artifício bem-fundado, o próprio ar, o suporte de todo deslocamento natural. assim, quando diferente, não há verdade.

*PATIENCE
to wait its turn. not by conformity, but out of sheer causality. the natural ways of one with self consideration. esteem determines the well-based artifice, air itself, support of all natural shifts. thus, if otherwise, there is no truth.


5. CELIBATO
construir canais, fazer correr não o desejo, mas o que seria seu fim. o desejo, este será capturado e mantido. tornar-se-á matéria fina permanente, de alimentação, de filtragem, prolongado e tendendo à eternidade. os canais possuem, assim, o que há de mais material, para edificar as próprias virtudes. aguçar faculdades.

*CHASTITY
to build channels, induce the flow not of desire, but of that which would become its very end. desire, it will be captured and maintained. and then, become permanent fine matter, of nurturing, of filtrating, prolonged and bending towards eternity. the channels bear, therefore, the telluric, to edificate one's own virtues. to sharpen one's faculties.


6. DISCRIÇÃO
afinar sentidos pela comum omissão. cumplicidade na ausência, vestígios coletados em comum acordo. prova de compromisso, de circunscrição protetora. tornar-se mais e mais puro e livre de descortesia.

*SECRECY
the tuning of senses by common ommission. cumplicity is absence, remains collected by common terms. proof of commitment, of protective circunscription. To become purer and purer, and freed from uncourtsmanship.


7. PIEDADE
curve-se e celebre os próprios votos. alegre-se em verdadeira circuncspecção. em valores fulcrais e o divino em tal comportamento. nada mais a dizer, seja pio ao que traz e sustenta verdadeiro poder. não sacie. não completamente. guarde um pouco de sede. esteja sempre ávido.

*PITY
bend over and celebrate your own vows. relish in true circunspection, on core values and the divinity of such behaviour. no more to say, be pious towards that which brings out and sustains true power. do not quench. not entirely. save a bit of your thirst. be ever thirsty.

– a dog?

MAIRA

1) *Nereid (Iliad 18.48).

2) (Argos) daughter of Proitos and Anteia, companion of Artemis, who kills her because she bears a son Lokros to Zeus (Od. 11.326 and Pherec. in schol. A).

3) (Arcadia) daughter of Atlas, wife of Tegeates son of Lykaon, buried with him in Tegea (Paus. 8.48.6), or in town in Arcadia called Maira (Paus. 8.12.7). Together they sacrifice to Apollo and Artemis (Paus. 8.53.3). Dancing place (choros) of Maira (Paus. 8.8.1).

4) *a dog belonging to the heroine Erigone (1).

segunda-feira, 11 de abril de 2005

The Extasie

Where,like a pillow on a bed,
   A Pregnant banke swel'd up, to rest
The violets reclining head,
   Sat we two, one anothers best;
Our hands were firmely cimented
With a fast balme, which thence did spring,
Our eye-beames twisted, and did thred
   Our eyes, upon one double string,
So to'entergraft our hands, as yet
   Was all the meanes to make us one,
And pictures in our eyes to get
   Was all our propagation.
As'twixt two equall Armies, Fate
   Suspends uncertaine victorie,
Our soules, (which to advance their state,
   Were gone out,) hung 'twixt her, and mee.
And whil'st our soules negotiate there,
   Wee like sepulchrall statues lay,
All day, the same our postures were,
   And wee said nothing, all the day.
If any, so by love refin'd,
   That he soules language understood,
And by good love were growen all minde,
   Within convenient distance stood,
He (though he knowes not which soule spake,
   Because both meant, both spake the same)
Might thence a new concoction take,
   And part farre purer then he came.
This Extasie doth unperplex
   (We said) and tell us what we love,
Wee see by this, it was not sexe
   Wee see, we saw not what did move:
But as all severall soules containe
   Mixture of things, they know not what,
Love, these mixt soules, doth mixe againe,
   And makes both one, each this and that.
A single violet transplant,
   The strength, the colour, and the size,
(All which before was poore, and scant,)
   Redoubles still, and multiplies.
When love, with one another so
   Interanimates two soules,
That abler soule, which thence doth flow,
   Defects of lonelinesse controules.
Wee then, who are this new soule, know,
   Of what we are compos'd, and made,
For, th'Atomies of which we grow,
   Are soules, whom no change can invade.
But O alas, so long, so farre
   Our bodies why doe wee forbeare?
They are ours, though not wee, Wee are
   The intelligences, they the spheares.
We owe them thankes, because they thus,
   Did us, to us, at first convay,
Yeelded their senses force to us,
   Nor are drosse to us, but allay.
On man heavens influence workes not so,
   But that it first imprints the ayre,
For soule into the soule may flow,
   Though it to body first repaire.
As our blood labours to beget
   Spirits, as like soules as it can,
Because such fingers need to knit
   That subtile knot, which makes us man:
So must pure lovers soules descend
   T'affections, and to faculties,
Which sense may reach and apprehend,
   Else a great Prince in prison lies,
To'our bodies turne wee then, that so
   Weake men on love reveal'd may looke;
Loves mysteries in soules doe grow,
   But yet the body is his booke.
And if some lover, such as wee,
   Have heard this dialogue of one,
Let him still marke us, he shall see
   Small change, when we'are to bodies gone.

* John Donne *

sexta-feira, 8 de abril de 2005

VII • IV • MMV

Presença é concentração. O que chamam de ausência pode ser apenas propagação. A distância, muitas vezes, engrandece impressões. Melhor: alargamento, amplitude. Deslocar-se propicia a ilusão de novidade. O movimento ativa mecanismos de memória, dai o aparente aprendizado. Dentro de cada um dos múltiplos círculos, outros. Constituem-se de deslocamentos, entremeios, margens. Na amplitude, o movimento circular lembra imensa calmaria. Latência, atividade fina.
Sentir falta: vontade de propagar-se. Saber: recordar. Estar: condensar. Ser: o único.

Presence is concentration. What is known as absence may be but propagation. Distance makes impression grand. Or better: enlargement, amplitude. Shifting allows the illusion of novelty. Movement activates mechanisms of memory, thus the apparent learning process.
Into each of the multiple circles, others, constituted by shifts, interminglings, margins. In the amplitude, circular movement resembles intense stillness. Latency, activity refined.
To miss: desire to propagate. To know: to retrieve. To be present: to condense. To be: unity.

sábado, 2 de abril de 2005